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O sexo mais louco do planeta

Os seres vivos precisam ser multiplicar e, para isso, a evolução criou diversas maneiras. Uns fazem sexo para trocar informação genética, outros simplesmente se dividem em dois e ainda existem aqueles que mudam de sexo para facilitar as coisas.

Reproduzindo

Algumas plantas, na necessidade de se reproduzirem, criam pequenas cópias de si, gerando um clone com DNA igual. Esse tipo de reprodução, chamada de vegetativa, é bem comum nesses seres vivos. Contudo, alguns animais também se reproduzem de maneira similar. Certas espécies, como as águas-vivas, brotam seus filhos em uma parte do corpo, depois os bebês se separaram da mãe e passam a ser um organismo independente. Esse processo é chamado gemulação.

Ainda existem aqueles animais que conseguem se reproduzir sem ajuda de ninguém, mas que também geram embriões. Outros simplesmente se partem no meio e geram dois seres a partir de um.

Para completar o cenário, ainda temos a reprodução sexuada, que envolve a troca de material genético para gerar um novo ser. A maior parte das plantas e animais fazem isso, incluindo nós. Nas plantas, sementes e polem são espalhados, tanto pelo ar quanto por animais, e assim, mesmo ficando paradas em apenas um lugar, elas conseguem se reproduzir com outras plantas a distância. Já os animais se encontram e trocam material genético no sexo.

Do lado mais estranho existem as bactérias. Elas também transam, mas não existe fêmea e macho. Dois seres simplesmente trocam material genético e geram uma nova criatura.

Mas de todas essas loucuras, um animal se sobressai, pois sua forma de reprodução é simplesmente inacreditável.

Lophiiformes

Imagine a namorada mais pegajosa de todo o planeta, pois bem, essa são as fêmeas Lophiiformes. Esse seres, que vivem há mais de 50 milhões de anos em nosso planeta, costumam habitar algumas das águas mais profundas dos mares.

Sua reprodução é uma espécie de dimorfismo sexual. Os machos dessa espécie nascem sem um sistema digestivo, ou seja, precisam “viver a vida” rapidamente, caso contrário, morrem de fome. Assim que nascem, eles buscam por uma parceira, usando os feromônios que elas geram para ajudar na localização.

Assim que acha a fêmea, esse peixe se encosta nela e, aos poucos, vai se fundindo ao corpo feminino. Chega um momento em que ele está tão dentro dela, que os dois dividem a mesma corrente sanguínea. Dessa maneira, o macho se torna uma espécie de órgão feminino. Quando a fêmea está pronta para reproduzir, o macho engolido libera as células reprodutivas e fecundação ocorre.

Essa característica para lá de estranha, surgiu devido à dificuldade que as fêmeas dessa espécie tinham em encontrar machos. Assim, a evolução acabou fazendo com que os dois se juntassem, eliminando o problema da busca pelo reprodutor. E você achando que sua namorada pegajosa era ruim…