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Suas buscas na internet podem te colocar na cadeia

Hoje em dia, a internet está tão ligada a nossa vida, que qualquer dúvida que temos acabamos recorrendo ao poderoso Google. Só que nossas buscas, dependendo da situação, podem nos colocar atrás das grades:

Vincent Tabak

Vincent Tabak, um engenheiro holandês, foi acusado de matar uma paisagista de 25 anos, chamada Joanna Yeates. Durante o julgamento, o homem negou ter premeditado a morte da mulher, mas suas buscas na internet mostraram o contrário…

Um dia após o sumiço de Joanna, os registros online de Vincent mostraram que ele fez algumas pesquisas, tais como: “Definição de agressão sexual” e “pena de prisão por homicídio”, além disso, ele usou o Maps para dar uma olhada em uma estrada, exatamente o local onde o corpo da vítima foi encontrado posteriormente.

Outra pesquisa feita por Tabak envolvia os métodos de investigação atuais da polícia e também quanto tempo demoraria para um corpo se decompor ao ar livre. Obviamente, todas essas pesquisas foram citadas no julgamento, o que complicou a vida de Vincent.

Melanie McGuire

Exatamente as 5:45 da tarde do dia 18 de abril de 2004, a partir de um computador na clínica de fertilidade onde trabalhava, Melanie teclou a seguinte busca na internet: “Como cometer um assassinato”.

Dias depois, o marido dela foi encontrado morto. O corpo do homem tinha sido picado em quatro pedaços, que foram colocados em três malas, encontradas flutuando em um rio.

Um pouco mais de investigação no histórico da mulher revelou buscas macabras: “Venenos indetectáveis”, “venenos instantâneos” e “doses fatais de digoxin”.

Essas evidências virtuais, junto com outras provas substanciais, levaram Melanie a ser julgada e considerada culpada do crime. Ela foi condenada a prisão perpétua.

Robert Petrick

O caso de Petrick foi um exemplo de como as buscas feitas na internet podem realmente te colocar atrás das grades. No dia 22 de janeiro de 2003, Robert, um especialista em computadores da Apple, ligou para a polícia informando o desaparecimento de sua mulher.

As investigações iniciais não levaram a nada, mas conforme a polícia começou a olhar mais de perto, algumas pistas surgiram. Primeiro eles descobriam que Robert havia pesquisado “pressão para quebrar um pescoço” na internet. Depois, foi descoberto que o homem tinha feito o download de um documentário chamado “22 maneiras de matar um homem com suas mãos”.  

Para completar, Robert também buscou informações sobre a topologia de um lago, o exato local onde o corpo de sua mulher foi encontrado. Essas evidências foram decisivas para colocá-lo atrás das grades, mostrando que uma pesquisa na internet pode realmente ser um prova em um julgamento.

Melhor formatar meu computador…