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Os tentilhões e a prova da evolução

A Evolução é uma das teorias científicas mais importantes da história e também uma das mais polêmicas, pois, apesar de todas as evidências, muita gente simplesmente prefere ignora-la. Mas os tentilhões podem ajudar Darwin e sua teoria:

A evolução

A evolução é um processo simples, que usa a aleatoriedade para criar melhorias. Quando dois seres se reproduzem, o DNA deles é combinado, gerando uma nova criatura única, com uma nova combinação de DNA. Muitas vezes essa nova combinação gera novas características, que podem ser boas ou ruins. Se forem ruins, essa criatura provavelmente vai morrer, sem passar isso para frente; se forem boas, esse ser se reproduz e passa essa nova habilidade a diante.

Assim, na tentativa e erro, a seleção natural faz com que as melhores mudanças nos seres passem para frente, criando uma linha evolutiva. Ou seja, quem se adapta sobrevive, quem não se adapta morre e junto com ele seus genes problemáticos.

Tentilhões

Um dos melhores exemplos da evolução animal são os tentilhões, pois eles passaram por uma situação única, que permitiu a Darwin embasar fortemente sua teoria.

Os tentilhões são aves que habitam as Ilhas de Galápagos. Há milhões de anos, eles foram parar nesse local e como não havia competição, nem predadores, eles cresceram rapidamente em número, mas, no início, todos eram da mesma espécie. Até que em certo momento haviam tantos pássaros que começou a faltar comida!

Os tentilhões começaram a morrer! Os mais fracos eram subjugados pelos mais fortes, porém alguns dos fracos também sobreviveram, pois as mudanças genéticas que eles tinha sofrido ao longos dos anos, deu-lhes um bico diferente da maioria, que permitia comer minhocas do chão.

Assim, com o passar de alguns milhares de anos, haviam os tentilhões originais e uma nova espécie, que se alimentava de minhocas. Só que nesse meio tempo, outras espécie foram surgindo, alguns comiam insetos, outros frutas, outros peixes…

Todas essas modificações derivaram dos bicos. Cada formato diferente permitia a alimentação com outras coisas, o que foi criando disparidades entres os tentilhões, que antes eram todos iguais.

Atualmente, mais de 2,3 milhões de anos após a chegada dos tentilhões nas Ilhas, existem 14 espécies diferentes. Alguns são bem parecidos, outros são diferentes, mas nenhuma dessas espécies consegue se reproduzir entre si e todos vieram de uma única espécie, que foi dividida várias vezes, devido a mudanças no ambiente, em um processo claro e direto de evolução.

É exatamente dessa maneira que as novas espécies surgem e antigas somem. Quem se adapta rapidamente sobrevive e quem não consegue, acaba morrendo. E no fim, uma pequena mudança de alimentação pode, depois de muitos anos, gerar uma espécie totalmente nova.

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