Terrorismo religioso ao longo da história: O massacre de Munique #1

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Não há nenhuma definição que pode abarcar todas as variedades de terrorismo que existiram ao longo da história, mas as divergências religiosas estão entre as causas que causam motivação para os atentados.

Não foi diferente no “Massacre de Munique”, um atentado terrorista ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, Alemanha, onde onze integrantes da equipe olímpica de Israel foram tomados de reféns e assassinados pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro. Esse foi o mais dramático atentado terrorista já ocorrido em um evento esportivo.




Entendendo o conflito

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Depois da II Guerra Mundial, a ONU adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que colocava em pauta o “respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião”.

Um dos conflitos que mais geram tensões e preocupações em todo o mundo é o que envolve judeus e muçulmanos no território de enclave entre Israel e Palestina. Ambos os lados reivindicam o seu próprio espaço de soberania, embora atualmente esse direito seja exercido plenamente apenas pelos israelenses. O conflito entre Israel e Palestina começou quando o movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, ocupando a região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, gerando resistência dos muçulmanos que já estavam no local. Depois da II Guerra, aumentou-se a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território entre judeus e palestinos. Em 1948, quando estabeleceu-se o Estado Judeu e Democrático de Israel, deu início ao conflito regional entre Judeus e árabes que se estendeu por todo o século XX e perdura até os dias atuais.




O Massacre

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Nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972, o grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro manteve reféns e assassinou onze integrantes da equipe olímpica de Israel e um policial na Vila Olímpica de Munique. O motivo? O grupo pedia a libertação de mais de 200 palestinos mantidos presos em Israel.

Quando o atentado ocorreu os Jogos já estavam na segunda semana e o Comitê Olímpico Organizador da Alemanha Ocidental havia relaxado na segurança, para evitar uma ideia de militarização nas cidades alemãs. Nesse período, a segurança da vila olímpica, onde os atletas estavam, era completamente insuficiente. Os atletas frequentemente transitavam despercebidos pela pouca segurança a noite e frequentavam outros prédios para ver colegas atletas, saltando as cercas da vila.

A falta de segurança na vila deixava preocupada a delegação israelense, porque os atletas estavam em uma casa um pouco isolada na vila olímpica, na parte térrea e próximo ao portão de entrada, o que deixava a delegação vulnerável a um atentado.

E o atentado aconteceu. O massacre só não foi maior, porque um treinador de luta,  Moshe Weinberg, despistou os terroristas para um quarto da casa onde havia menos atletas. Este quarto estava cheio de lutadores profissionais e Weinberg achava que eles teriam uma melhor chance de lutar, mas eles foram pegos desprevenidos e foram capturados pelos agressores. No final do dia, um resgate dramático e mal sucedido pôs fim à vida de onze atletas israelenses, um policial alemão e 5 dos 8 terroristas mortos.

O massacre ganhou repercussão mundial, e o Comitê Organizador das Olimpíadas decidiu suspender os jogos.

  1. Rodrigo Duarte

    28 de setembro de 2016 em 12:46

    O próprio ato terrorista comprova o quão a vida é frágil e repentina, para se perder tempo sendo ambicioso demais, se levando muito a sério e sendo terrorista, a gente tem mais é que relaxar e curtir a vida!

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