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A verdade sobre peidos inflamáveis

Ao contrário da crença popular, não é provavelmente metano vazando por trás que acende uma labareda de fogo (conhecido como pyroflatulence); em vez disso, é bem mais provável, que a maior quantidade de gás seja em hidrogênio.

Em um típico corpo saudável, peidos humanos são compostos principalmente por hidrogênio, nitrogênio, um pouco de dióxido de carbono e potencialmente uma pequena quantidade de metano e de oxigênio.
Estes peidos são produzidos principalmente de duas maneiras – no ato de engolir ar e na digestão dos alimentos – Ar engolido fornece nitrogênio e oxigênio para o trato digestivo, onde o oxigênio é na maior parte, se não totalmente, absorvido. O nitrogênio, por outro lado, passa livremente, tornando-se, portanto, um grande componente de uma típica expulsão traseira gasosa. Nitrogênio, no entanto, não é inflamável, o que é bom, pois faz-se cerca de 78% da atmosfera da Terra.

Os gases restantes em peidos, que também podem incluir uma pequena, mas extremamente potente, quantidade de sulfeto de hidrogênio (pense cheiro de ovo podre), são geralmente subprodutos da fermentação e outra ação que ocorre quando os micróbios no intestino ‘se divertem’ com as fibras e produtos similares da dieta do hospedeiro. Estes micróbios incluem certas bactérias, bem como uma forma primitiva de vida, que se pensava ser bactérias, chamados archaea.

O hidrogênio, sulfeto de hidrogênio e metano produzido por esses micróbios podem ser postos em chamas, assim, um típico peido normalmente irá queimar na cor amarela ou laranja, com a parte mais inflamável sendo principalmente hidrogênio. Se, no entanto, o peido obtiver uma chama de coloração azul, esta é geralmente atribuída à expulsão tendo um teor elevado mas incomum, de metano.

O metano em qualquer quantidade mensurável em flatos (gases expelidos como o peido, porém, não possuem mau odor) da maioria das pessoas não é muito comum com apenas cerca de 1/3 dos seres humanos tendo quantidades significativas. Mesmo assim, em um pequeno estudo (olhando para apenas dez peidos das pessoas e variando um pouco suas dietas durante o estudo), verificou-se que aqueles que tinham quantidades mensuráveis de metano produzido, haviam sido alimentados com quantidades significativas de fibra (a fibra dada foi quase totalmente feita de nitrogênio para todos os dez). Com essa versão de fibra, cada peido em média continha apenas cerca de 3,6% de metano. A maior parte do flato desses indivíduos foi feita de hidrogênio (51%) e nitrogênio (30%).

O por que de somente algumas pessoas produzirem metano em seus flatos não é totalmente claro, apesar de, pelo menos, em parte, tem a ver com o que chamam de micróbios próprios da flora intestinal. Até agora, apenas três micróbios foram identificados como produtores de metano (methanogens) em humanos: Methaniobrevibacter smithii, Methanospaera stadmagnae e Oralis methannobrevibacter.

Genética?

Os cientistas identificaram alguns fatores em predizer se uma pessoa é um produtora de metano, e um dos mais importantes parece ser o lugar onde você mora (embora não seja claro se a genética desempenha um papel também, de alguma forma). Por exemplo, enquanto 77% dos nigerianos e 87% dos sul-africanos produzem metano, mas apenas 34% dos noruegueses e 35% dos que vivem e em torno de Minneapolis façam isso. Além disso, as mulheres adultas são mais propensos a produzir quantidades mensuráveis de metano em seus peidos, e crianças pequenas são menos. Finalmente, se ambos os pais produzem metano, então há uma probabilidade maior de que o filho também produza. Segundo um estudo, foi indicado que haja 95% de chance de que o filho de dois produtores de metano também produza o gás.

Mais do que apenas inconveniente, estudos recentes têm mostrado uma correlação entre a produção de metano e de várias doenças gastrointestinais, incluindo diverticulose, doença inflamatória do intestino, obstipação e cancer do cólon. No entanto não há nenhuma resposta definitiva pois, alguns acreditam que o metano diminui “tempo de trânsito intestinal.”

Em qualquer caso, deve se tomar cuidado ao praticar pyroflatulence. Por exemplo, em 2008, um menino de 12 anos teve 18% de queimaduras na parte de trás de suas pernas e no polegar, enquanto acendia seu peido; embora, no caso dele, ele não percebeu uma lata de gasolina nas proximidades.

O que você achou?

Pratique com moderação! XD