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A verdadeira origem dos símbolos

Nós vivemos em um mundo com símbolos em todos os lugares. Uma cruz vermelha representa hospitais, a estrela de seis pontas está associada aos judeus e o círculo com uma cruz para baixo ou um seta para cima, representando a mulher e o homem.

Todos eles são maneiras de comunicar algo de um jeito simples e direto, como se fossem uma linguagem a parte. E da mesma maneira que as línguas surgem de um jeito e são modificadas ao longo de sua vida, os símbolos também:

O peixe cristão

É muito comum vermos na rua carros com o símbolo acima colocado em sua traseira. Esse peixe feito com dois traços curvos está diretamente ligado ao cristianismo. No início dessa religião, seus seguidores eram perseguidos, por isso precisavam de lugares e rituais secretos. Uma maneira de identificar esses lugares ou pessoas, era procurar por esse símbolo em uma parede.

O Ichthys, que na verdade é um acrônico para “Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr”, algo como “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”, voltou a aparecer principalmente por causa dos evangélicos, que buscam retornar a origem da crença.

Porém esse peixe era usado muito antes pela cultura pagã. Ele representa o ventre da mulher, sendo associado a fertilidade e com a Deusa Mãe.

Caveira com ossos cruzados

Esse símbolo é conhecido mundialmente por dois significados. O primeiro remete ao veneno e o segundo lembra os piratas. Mas, na verdade, os piratas não costumavam usar essa bandeira. Cada navio tinha a sua, com o desenho escolhido pelo capitão.

A verdadeira origem desse símbolo vem dos cemitérios. Antigamente, a caveira com ossos cruzados servia para marcar um cemitério, tanto que na Europa, onde existem igrejas antigas, é muito comum encontrar esse símbolo mostrando que existe um cemitério por perto. Inclusive, foi o fato de estar associado com a morte e causar medo nas pessoas, que fez alguns piratas usarem essa imagem.

Paz e amor

Um dos símbolos mais conhecidos do mundo, também é um com uma das histórias mais diferentes. Esse símbolo, muito utilizado pelos hippies e pelo pessoal da contracultura nos anos 60 e 70, acabou ganhando o significado de paz, porém sua história é outra.

Gerald Holtom é o criador desse símbolo, que foi feito para simbolizar a luta pelo fim das usinas nucleares na Inglaterra. Como o autor não registrou a sua criação, ele acabou caindo no gosto popular e ganhou um novo significado: Paz.

Segundo o criador, a imagem reflete o camponês antes de ser fuzilado no quadro de Goya. A ideia era que o símbolo mostrasse o desespero do povo contra esse tipo de energia, da mesma maneira que o camponês demonstra o desespero em frente ao pelotão de fuzilamento:

Suástica

A suástica, depois da Segunda Guerra Mundial, acabou virando um sinônimo indissociável do nazismo. Porém esse símbolo é muito mais velho do que as pessoas imaginam.

A suástica, antes de cair no gosto de Hitler, foi usado pelos celtas, hindus, budistas, gregos e até mesmo pelos astecas. Para cada cultura o símbolo possui significados diferentes. Após o nazismo, a suástica continuou sendo usada pelos hinduístas, que associam esse símbolo a deuses.

A suástica tem registros com mais de 6 mil anos de idade, sendo um dos símbolos mais antigos já encontrados. Mas, infelizmente, sua história foi manchada pelo nazismo e suas atrocidades.