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O verdadeiro pai do Natal

O Natal como uma celebração onde a família se reúne, presentes são trocados e as pessoas tendem a ajudar as outras está tão fortemente gravado em nossa memória que é impossível imaginar um mundo diferente, mas nem sempre as coisas foram assim.

O antigo Natal

Durante muitos séculos, o Natal nada mais era que uma data importante no calendário católico, mas não passava disso. Até que, em 1600, a família real inglesa tentou revivê-lo, contudo sua tentativa não deu muito certo e no século XIX ninguém se importava com o 25 de dezembro.

Em 1843, o autor Charles Dickens, depois de ter visitado alguns lugares onde crianças trabalhavam de maneira quase escrava – devido as mudanças causadas pela revolução industrial – criou uma história de Natal que mudou o 25 de dezembro para sempre. 

O novo Natal

O livro chamado de “Um conto de Natal”, além de ter revivido o espírito natalino, também criou diversas tradições que nós cumprimos até hoje.

A história do livro fala de um homem rabugento e solitário, que vive uma triste vida. Na véspera de Natal, ele recebe a visita de fantasmas, que também tiveram uma vida similar. Eles fazem o velho pensar em seus natais antigos e como a vida poderia ser melhor, caso ele desse uma chance as pessoas. Vendo que os fantasmas carregavam pesadas correntes, que representavam seus defeitos na vida, o protagonista da história acabou por se tornar um homem melhor. E no dia de Natal vai festejar com seus parentes e amigos.

O pequeno livro de cinco capítulos se tornou um sucesso sem precedentes, tanto de crítica como de público. E assim, do dia para a noite, todos os ingleses se tornaram adeptos do Natal de Dickens, algo que em pouco se espalhou para todo o mundo católico.

Um dos itens que o livro tornou obrigatório no Natal foi a árvore, que antes era utilizada apenas pelos alemães, mas como ela apareceu no conto, todo mundo começou a ter uma para o Natal. Outro ponto importante que o livro despertou foi a distribuição de presentes, que antes era coisa rara e incomum. As músicas de Natal foram outra contribuição do livro para nossa tradição. 

É por isso que, até hoje, muitas pessoas consideram Dickens como o verdadeiro pai do Natal, afinal, as principais tradições dessa época só ganharam o mundo devido ao livro dele e de todo o sucesso que teve no passado. Mostrando que, apesar de parecer um data comemorada há muitos e muitos séculos, o Natal, na verdade, surgiu há pouco menos de 200 anos.