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Versões estranhas de músicas famosas

Compor é muitas vezes um processo longo, que envolve inúmeras regravações e mudanças de acordes antes que o produto desejado seja concluído. Ocasionalmente, uma música passa por mudanças tão drásticas que fica praticamente irreconhecível no momento em que acaba no álbum. Aqui estão algumas músicas que passaram por esse processo e se transformaram em clássicos bem conhecidos.

‘Billie Jean’ – Michael Jackson

É difícil acreditar que a música que fez Michael Jackson o “Rei do Pop” junto com Thriller, quase não entrou no álbum. O produtor Quincy Jones era totalmente contra ela. Ele odiava tudo sobre a música, com seus 29 segundos de introdução além de que Jones pensava que as pessoas achariam que a música era sobre a tenista Billie Jean King. Michael teve que lutar para ter a música no álbum.

Depois de muita discussão e algumas pequenas mudanças de letras, Michael ganhou, até certo ponto. Ele pediu um crédito de co-produtor da música, uma vez que a versão final não foi muito diferente da que editou em seu estúdio caseiro. Jones recusou, e Michael, na verdade, saiu da sessão de gravação por alguns dias. No final, ele teve que se contentar com créditos de “vocal, ritmo e arranjo”.

 

‘Baba O’Riley’ – The Who

A faixa principal do álbum “Who is Next” de 1971 do The Who, sem dúvida, a sua canção mais conhecida, teve um começo muito diferente. Ela foi originalmente planejada para ser incluída em um concerto de rock futurista chamado Lifehouse que Pete Townshend escreveu para dar continuação no sucesso do The Who. Na verdade, ele tinha todo o projeto mapeado e pronto para ser gravado até a Universal desistir de sua promessa de financiar as filmagens.

Algumas das canções escritas para o Lifehouse foram redirecionados para o The Who em seguida, como “Baba O’Riley”. Townshend sempre lamentou o colapso do projeto Lifehouse, e em dezembro de 1999, na rádio da BBC, como no demo original para o Lifehouse, Townshend fez o vocal da música.

 

‘War Pigs’ – Black Sabbath

“War Pigs” do Black Sabbath é conhecida por seu riff e letras fortes que são claramente sobre o Vietnã. Originalmente, porém, a letra era um pouco diferente. Na verdade, foi chamado de “Walpurgis”, uma palavra alemã para uma celebração ocultista que ocorria todos os anos na última noite de abril. A letra original do compositor Geezer Butler, que simplesmente era uma descrição da celebração ocultista, tinha aparentemente nada a ver com a guerra.

Black Sabbath começou a tocar a música ao vivo em 1968 com esta letra, que muitas vezes era improvisada ​​por Ozzy Osborne. A banda decidiu renovar a música em 1970, quando “alguém” próximo da banda, – não está claro quem -, ficou apreensivo sobre o hino oculto em um grande lançamento. A banda reformulou as letras, se afastando do tema de bruxaria assustadora e em direção a um tema de guerra. A versão do álbum que todos nós conhecemos contém apenas referências passageiras ao festival ocultista.